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Saiba como os websites invadem a sua privacidade secretamente

A Internet é um mundo de possibilidades, no entanto, quando navegamos na web não imaginamos que a nossa privacidade está a ser invadida em vários momentos.

Sempre que visita um site, estão a ser recolhidas informações sobre si, as suas preferências e os hábitos online. Hoje, abordamos as várias formas de um website invadir a sua privacidade.

1. Acompanhar o seu histórico de navegação

Quando entra num site que pretende recolher os seus dados, ele começa a pesquisar no seu histórico de navegação e guarda-o para posterior análise. Na maioria das vezes, o histórico de pesquisa é utilizado para sugerir produtos e serviços relevantes para o seu comportamento online.

Para evitar isto, deve usar uma VPN sempre que possível. Uma VPN é uma rede privada virtual que permite aceder de forma segura a uma rede privada e partilhar dados remotamente através de redes públicas, protegendo os seus dados.

2. Super cookies

Um super cookie é um tipo de cookie do navegador programado para ser armazenado permanentemente no computador do utilizador. Os sites usam super cookies para monitorizar as rotinas dos utilizadores que limpam o histórico de navegação e cache.

Os super cookies geralmente são mais difíceis de detectar e remover dos dispositivos porque eles não podem ser excluídos da mesma forma que os cookies comuns.

3. Sincronização de cookies

A sincronização de cookies consiste num processo que permite que as organizações partilhem informações entre si. Um grupo de sites pode trabalhar em conjunto para usar os dados armazenados de forma mais eficaz. É uma prática muito comum entre anunciantes, que utilizam esta técnica para segmentar com mais precisão o público-alvo.

4. Venda de informações pessoais

Sempre que faz uma compra online, é pedido que introduza um endereço de email. Ao fornecer esse dado, corre o risco de essa empresa vender as suas informações pessoais a outras - é por isso que às vezes recebe emails não solicitados na sua caixa de entrada de sites a que nunca acedeu e não forneceu os dados.

As marcas mais honestas e com melhor reputação normalmente não se envolvem nesta prática, pois garantem a segurança dos dados dos utilizadores dos seus sites.

Um exemplo destes abusos é o escândalo que envolve a empresa norte-americana Cambridge Analytica, que comprou informações e dados dos utilizadores da aplicação “This is Your Digital Life” e as utilizou ao serviço da campanha presidencial de Donald Trump, durante as últimas eleições presidenciais norte-americanas. Os dados dos utilizadores que fizeram o download da app no Facebook foram vendidos à Cambridge Analytica.

Em Portugal, estima-se que apenas 15 pessoas tenham descarregado a aplicação, mas como a empresa acedeu também aos dados dos amigos dos utilizadores cerca de 63 mil pessoas em Portugal podem ter sido afetadas pelo escândalo da Cambridge Analytica.

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, assumiu responsabilidades pelo sucedido, reconhecendo que a rede social não fez o suficiente relativamente à privacidade dos dados dos seus utilizadores e promete corrigir estas falhas.

5.  Informação sobre o Browser

Sempre que acede a um site, o seu browser encaminha uma linha de texto que identifica o browser que está a utilizar e o seu sistema operativo, e essa informação também pode ser utilizada para gerar anúncios segmentados. Por exemplo, o seu browser informa o site que está a utilizar o Safari num dispositivo iOS, o Chrome no Windows 10 e assim por diante.

Usando esta informação, um site pode determinar se deseja adaptar os seus anúncios a um dispositivo móvel ou um desktop.

Algumas destas práticas podem até ser vantajosas para o utilizador e, dependendo do ponto de vista, serem consideradas invasões da privacidade ou não. No entanto, não deixa de ser um facto que os sites utilizam os nossos dados sem que muitas vezes tenhamos consciência que isso está a acontecer.

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